terça-feira, 20 de maio de 2014

Resgatando os Valores Familiares Parte 3 - O temor do Senhor na vida das famílias

                                            
                                           

A Bíblia descreve um estilo de vida cristão bem peculiar. De acordo com Efésios 4:22-32, o cristão deve "despir-se" do antigo estilo de vida que é resultado de "desejos enganosos" e "revestir-se" do novo estilo de vida, que é o de ser "criado para ser semelhante a Deus". Nessa passagem, descobrimos que no novo nascimento, somos "recriados" para sermos um tipo diferente de pessoa em Cristo, que demonstra um estilo de vida diferente; ela revela os segredos de uma vida cristã moldada por Cristo. Ela mostra como você pode ter um forterelacionamento com Cristo, que resultará num estilo de vida cristão bem peculiar

O TEMOR A DEUS. Temer a Deus não é obediência por medo do castigo de Deus; não é medo irracional, mas sentido de responsabilidade e de fidelidade a Deus. Temer a Deus é resultado da redenção que se expressa necessariamente na submissão reverente e piedosa, com coração voluntário e espírito grato; obediência que flui de um coração quebrantado, que reconhece (1) a santidade e soberania de Deus, (2) o pecado humano (3) a redenção que só Cristo dá e (4) obediência por amor na prática de vida por desejo de agradar o coração divino, os que temem a Deus são chamados de amigos de Deus, como Abraão.

1. O TEMOR DO SENHOR PRODUZ CONFIANÇA E OBEDIÊNCIA. Havia temor na igreja primitiva: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos”. (At 2. 42 e 43). O temor respeitoso continuava imperando e acompanhando os sinais e as maravilhas que continuavam aparecendo através dos apóstolos. As duas coisas corriam juntas, quanto mais maravilhas, maior era o temor.

2.VIVENDO NO TEMOR DO SENHOR. A igreja passava por um período de paz em toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Ela se edificava e, encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número, vivendo no temor do Senhor. Atos 9.31, Lucas enfatiza a fórmula “temer a Deus”tanto no seu evangelho (Lc. 1.50 e 23.40) como em Atos. São os tementes a Deus (os gentios que abraçaram a fé judaica) que formam a base inicial da obra missionária aos gentios no cap. 10 de Atos. O temor do Senhor produz confiança e obediência, bem como o afastar-se do mal (Jó 28.28.

3.O TEMOR DO SENHOR É O PRINCÍPIO DA SABEDORIA. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; todos os que cumprem os seus preceitos revelam bom senso. Ele será louvado para sempre (Sl 111.10). Temor é na verdade sinônimo de reverência ou adoração, o que faz supor que a sabedoria começa quando reconhecemos devidamente quem Deus é e lhe prestamos a adoração que merece. Nos faz lembrar que descobrimos a verdadeira relevância da vida ao nos aproximar de Deus numa atitude de humildade e de reverente temor, não com pavor e sobressalto.

4.O TEMOR DO SENHOR É ODIAR O PECADO. O temor do Senhor é aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa eu aborreço diz o Senhor- Pv 8.13. O temor a Deus deve levar o crente a afastar-se do mal e abominar o pecado, o qual desagrada a Deus e destrói, tanto a nós, como aqueles a quem amamos (Pv 16.6).

5.NO TEMOR DO SENHOR HÁ RECOMPENSA. A recompensa da humildade e do temor do SENHOR são a riqueza, a honra e a vida. (Pv 22.4). O homem humilde, que “teme o Senhor” será abençoado por Ele, materialmente e espiritualmente. “A recompensa pela humildade e pelo temor do Senhor é a riqueza e honra” (riqueza moral e ética – o bom nome). Aqueles que permanecerem fiéis a Deus receberão essas bênçãos. Todo o povo de Deus estará entre aqueles que “herdarão a terra” (Mt. 5.5). Jesus citou aqui que os pobres de Deus são considerados ricos nos bens e honras espirituais (Ap.2.9a).  

6.NO TEMOR DO SENHOR HÁ CONFIANÇA. No temor do Senhor, há firme confiança, e ele será um refúgio para seus filhos. (Pv 14.26). O homem que teme ao Senhor tem forte confiança. O homem que teme ao Senhor tem confiança em seu forte amparo. Estejamos confiantes que Ele nos ama e se deleita em nosso temor a ele. Os seus olhos estão fixos sobre os que o temem e e o seu coração está voltado para estes. Ele suprirá cada uma de nossas necessidades e nos protegerá e nos defenderá. Basta temermos a ele.

7.NO TEMOR DO SENHOR SE PROLONGA A VIDA. O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada – (Pv 10.27). Esse provérbio não oferece aos justos imunidade contra a hipótese de morte precoce. Nem é garantia de que os perversos sempre morrerão cedo. Aqui, estão delineados princípios gerais da vida: se levarmos uma vida justa, podemos evitar muitas ações tolas que causariam a nossa morte antes do tempo. Em contrapartida, se seguirmos os caminhos de Deus, em geral teremos vida mais feliz, saudável e mais longa.

8.NO TEMOR DO SENHOR NADA FALTA. Temam o Senhor, vocês que são os seus santos, pois nada falta aos que o temem – (Sl 34.9). Note que as promessas deste salmo são condicionais, e reservadas somente a quem de fato teme ao Senhor. Deus promete nos livrar do medo, nos salvar nas crises, pôr anjos ao nosso redor, suprir as nossas necessidades, dar-nos vida abundante, ouvir nossas orações, confortar-nos com a sua presença, e livrar nossa alma – mas somente se buscarmos ao Senhor, clamarmos a Ele, guardarmos nossa língua do mal e da mentira, fizermos o bem e proclamarmos a paz, tivermos um coração contrito e formos seus servos.

9.NO TEMOR DO SENHOR A SANTIDADE É APERFEIÇOADA. Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus - II Coríntios 7.1. Paulo afirma com toda clareza que não podemos reivindicar as promessas maravilhosas e graciosas de Deus sem uma vida de separação e santidade. Este fato explica por que alguns perderam sua alegria cristã, sua proteção divina, resposta às orações e o senso da presença paternal de Deus.Uma vida de parceria com o mundo significa perder a presença e as promessas de Deus.

CONCLUSÃO

DEVEMOS ANDAR NO TEMOR DO SENHOR. Concluímos que o fim de tudo é: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o dever essencial para todohomem (Ec 12.13).
1.     Todo o livro de Eclesiastes deve-se interpretar segundo o contexto deste seu penúltimo versículo. Salomão começou com uma avaliação negativista da vida como vaidade, algo irrelevante, mas no fim ele conclui com um sábio conselho, a indicar onde se pode encontrar o sentido da vida. 

      No temor de Deus, no amor a Ele e na obediência aos seus mandamentos, temos o propósito e a satisfação que não existem em nada mais. O temor do Senhor é uma santa reverencia. É à base de toda a sabedoria. É odiar o mal. É o caminho da paz. É andar em segurança. 

       O temor do Senhor é adquirido por níveis, sempre podemos ter mais, e ele tem efeitos profundos em toda a nossa vida. Temer a Deus não é ter medo de Deus.
     
      Devemos ter a atitude de Deus com respeito ao pecado. Devemos ter um respeito profundo e um entendimento da sua santidade. A revelação da santidade de Deus é o maior incentivo para caminharmos com Ele. Pelo temor do Senhor compreendemos que podemos nos afastar do pecado.


·        Então como conseguiremos o temor do Senhor? 
1. Por uma decisão da nossa vontade. Precisamos querer o temor do Senhor. 
                  2. Precisamos confessar ao Senhor nossa falta de temor e clamarmos por misericórdia, reconhecendo que sem a ação de Deus não conseguiremos. 
                   3. Pelo aprendizado da palavra de Deus, porque ela nos ensina a refrear a língua, não mentir, apartar-se do mal, praticar o bem, procurar a paz e empenhar-se por alcançá-la. 
                  4. A verdadeira sabedoria faz parte integral da santidade. A sabedoria faz parte do temor do Senhor. 
                  Quanto mais temor do Senhor mais sabedoria. Assim saberemos responder 
às pessoas falando a verdade com amor.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Resgatando os Valores Familiares Parte 2





A educação dos filhos e a responsabilidade dos pais - Deuteronômio 6.1-9

A educação cristã de nossas crianças, adolescentes e jovens é uma responsabilidade intransferível e pessoal dos pais que deve contar com o apoio e assistência da igreja.

1.     Dt 6.4-9 – As escrituras apontam os pais como responsáveis de educa-los
2.     Sl 78.5 – Neste salmo vemos os pais ensinando os filhos
3.     Ef 6.4 – Fala dos filhos sendo criados na doutrina do Senhor
4.     Ef 4.11 - Jesus provê mestres a sua igreja para os pais eduquem seus filhos
5.     Lc 2.52 – Aqui vemos o desenvolvimento de Jesus
6.     Sl 127.3 – Segundo as escrituras os filhos são herança do Senhor

  Grande parte dos pais não acompanha a vida estudantil dos filhos devido às demandas atuais da vida famíliar. O que os pais cristãos têm feito pela educação cristã dos seus filhos? Se, em primeiro lugar, a fé cristã não for ensinada e vivenciada no lar, certamente será impossível aos nossos filhos peregrinarem pelo caminho da retidão. A Educação Cristã é responsabilidade dada por Deus aos pais. Mas temos de notar que o ensino requerido nas escrituras é o de ‘guardar o que se aprende para termos autoridade para ensinar, ou seja, precisamos obedecer todas as coisas que Cristo ordenou conforme Mateus 28.19-20. Os ensinamentos de Jesus foram designados para produzir informação, formação e transformação.
 Educação: Processo de desenvolvimento das capacidades física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social.
Educar os filhos não é uma tarefa fácil. Deus, porém, confiou-nos essa tarefa, e dela não podemos fugir. Infelizmente, muitos pais estão terceirizando a educação de seus filhos, e isso tem enfraquecido a família cristã. Para que cumpramos essa tão nobre missão é necessário que busquemos a sabedoria que somente Deus pode conceder-nos (Tg 1.5; 3.17). Ainda que contemos com a ajuda da igreja, a responsabilidade de educar é dos pais.

I. A EDUCAÇÃO DOS FILHOS É MISSÃO PRIMORDIAL DOS PAIS

 1. O que significa educar? Segundo o Dicionário “a palavra educar vem do latim educo e significa ‘criar uma criança’; cuidar, instruir”. Podemos definir educação como ensino e instrução. Não podemos jamais nos esquecermos que a Igreja do Senhor tem uma função educadora. Como sal e luz deste mundo ela deve educar e instruir segundo a Palavra de Deus (Mt 28.19,20). Como crentes precisamos ser guiados e orientados segundo as Escrituras, pois ela nos protege das sutilezas do Maligno.
2. Educação Cristã. Se quisermos uma sociedade melhor, mais justa e solidária, precisamos, como Igreja do Senhor, valorizar o ensino da Palavra de Deus. Para isso, é imprescindível investir na Educação Cristã, pois o seu principal objetivo é levar o crente a conhecer mais a Deus (Os 6.3), contribuindo para que o fiel tenha uma vida reta perante o Senhor e a sociedade. Nesse processo, a participação da liderança é decisiva. Aliás, ensinar é um dos deveres do pastor (1Tm 3.2; 2Tm 2.24).
3. A educação nas escolas. Vivemos em uma sociedade permissiva, onde faltam valores morais e éticos. Tanto nas escolas públicas quanto nas privadas as crianças e os jovens estão em contato com filosofias ateístas, materialistas e pragmáticas. Tais ensinos, nocivos à fé cristã, já fazem parte do currículo de muitas escolas. Por isso, os pais não podem negligenciar a educação dos seus filhos. Eles precisam, com a ajuda da igreja, ser instruídos para orientar seus filhos (Ef 6.1-4). Os resultados da educação divorciada dos valores cristãos podem ser os piores possíveis: milhares de adolescentes grávidas, aumento das doenças sexualmente transmissíveis, aumento do número de casos de AIDS, etc.


II. A EDUCAÇÃO SEGUNDO O ANTIGO E O NOVO TESTAMENTO

 1. No Antigo Testamento. A ordem do Senhor aos israelitas era para que estes priorizassem a educação. Os pais tinham a responsabilidade de ensinar os filhos a respeito dos atos do Senhor em favor do povo de Israel (Sl 78.5). Assim os filhos, mediante o testemunho dos pais, conheceriam a Deus e aprenderiam a temê-lo (Dt 4.9,10). No livro de Josué lemos a respeito do memorial erguido com doze pedras retiradas do rio Jordão (Js 4.20-24). Este memorial serviria para lembrar ao povo o dia em que o Senhor os fez passar a pés secos pelo rio. Ao verem esse memorial, as crianças ouviriam a sua história e aprenderiam mais sobre o Deus de seus pais. É preciso que façamos o mesmo com nossas crianças, testemunhando do poder de Deus às próximas gerações. É preciso aproveitar cada momento para mostrarmos a nossa gratidão a Deus, de modo que o nosso exemplo de vida fale tanto quanto nossas palavras.
2. No Novo Testamento. As sinagogas também eram um centro de instrução onde os meninos judeus aprendiam a respeito da lei. Mesmo havendo essas “escolas” a educação no lar era prioritária. Jesus, como menino judeu, provavelmente participou do ensino nas sinagogas, pois seus pais cumpriam os rituais judaicos (Lc 2.21-24,39-42). Em sua pré-adolescência, Jesus já sabia de cor a Torá, chegando a confundir os doutores no templo (Lc 2.46,47). Em o Novo Testamento vemos que a educação começava no lar, passava pela sinagoga, e se fortalecia no templo. Temos também o exemplo do jovem obreiro Timóteo. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo exortando-o a permanecer nas Sagradas Escrituras, que havia aprendido ainda menino(2Tm 1.5,6; 3.14-17).
3. Na atualidade. Os cultos infantis são para nós o maior e o mais acessível meio de educação cristã nas nossas igrejas para as crianças e os cultos de domingo são os melhores pontos de educação cristã para as famílias como um todo. Eles auxiliam todas as faixas etárias na compreensão das Sagradas Escrituras. Porém, eles não podem ser o único responsável pela formação espiritual e moral de nossas famílias. A responsabilidade maior cabe aos pais. Aliás, a educação de nossos filhos deve começar, prioritariamente, em nosso lar, pois assim Deus recomenda em sua Palavra (Ef 6.1-4).

III. A EDUCAÇÃO CRISTÃ NA FAMÍLIA SEGUNDO AS ESCRITURAS

 1. Os filhos são herança do Senhor. Os pais precisam cuidar dos filhos com zelo, carinho e amor, oferecendo uma educação de qualidade, pois eles são “herança do Senhor” e a nossa grande recompensa (Sl 127.3); portanto, agradeça a Deus pelos seus filhos. Como forma de gratidão, procure ensiná-los e educá-los no temor do Senhor (Ef 6.1-4). Não seja negligente com a educação deles (Pv 22.6).
2. O ensino da Palavra de Deus no lar. Os pais são, por natureza, os primeiros professores dos filhos. A criança conhece a Deus primeiramente através dos pais, por isso, não deixe de fazer do que você aprende sobre Deus no culto e em sua busca por Ele um estilo de vida. Use as oportunidades diárias para ensinar valores e princípios para seus filhos, por exemplo: quando um filho tiver um problema de relacionamento com alguém use o momento para mostrar-lhe como um cristão deve proceder. Tais momentos são especiais e ajudam a fortalecer os valores de Deus na família.
3. Leve seus filhos à igreja. Lamentavelmente, muitos pais vão à igreja sem seus filhos. As crianças e os jovens devem ser persuadidos, com amor, a ir à Casa do Senhor. Se ainda na infância forem conduzidos à Casa de Deus, quando jovens darão valor a essa prática saudável(Mc 10.13-16). A Educação Cristã começa no lar e é fortalecida na Igreja, notadamente na Escola Dominical.

CONCLUSÃO

1.     Educação é dever do Estado e direito do cidadão.
2.     Porém, a educação cristã começa na família.
3.     Os pais receberam de Deus uma das mais nobres missões: educar seus filhos.
4.     Aqueles que amam ao Senhor e a sua Palavra vão fazer de tudo para que seus filhos sejam educados segundo os princípios bíblicos.

5.     Somente assim livraremos nossos filhos dos horrores destes últimos dias.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Resgatando os Valores Familiares Parte 1




Família, criação de Deus

TEXTO: Gênesis 2.18-24.

18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma companheira que esteja como diante dele.
19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava companheira que estivesse de seu lado.
21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costeias e colocou a carne em seu lugar.
22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
INTRODUÇÃO
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma companheira que esteja como diante dele” (Gn 2.18).
A família é a mais importante instituição criada por Deus para a sociedade. Nestas ministrações teremos a oportunidade ímpar de tratar de alguns temas que são extremamente relevantes para que tenhamos uma vida familiar bem-sucedida. Nesta primeira mensagem vamos refletir sobre 1. a instituição da família no plano divino, bem como 2. a sua constituição ao longo dos anos. Veremos também 3. as consequências da Queda na vida familiar.

·         A família é uma instituição divina.
·         Família: Grupo de pessoas ligadas pelo  casamento, filiação ou adoção.
·         A Família é a base da vida social.
·         Sl 68.6 – O salmista afirma que Deus faz que o solitário viva em família
·         Sl 119.105 - A Palavra de Deus deve ser um guia para as famílias
·         Sl 128.1 – O salmista afirma que o temor de Deus traz bênçãos para a família
·         Em Gn 12.3 Vemos Deus garantir sua bênção sobre as famílias
·         No Sl 127.1-5 tem uma declaração que Deus o Senhor edifica as famílias
·         A Família é a mais importante instituição criada por Deus na face da Terra; a célula principal da sociedade.
·         Através desta série de pregações você perceberá o enriquecimento espiritual que lhe virá através de cada ministração em seu próprio lar e na sua família.

Três dos principais desafios da família atualmente
1.    FALTA DE TEMPO JUNTOS – trabalho – Televisão – Mídias sociais: wad zap – faceboock
2.    CULTURA PAGÃ SENDO DIFUNDIDA ABERTAMENTE: VAOLRES INVERTIDOS:
1.Virgindade - 2. Homossexualidade – 3. Traição - 4. Egoísmo. 5. Ficar. 6. Violência doméstica
3.    FACILITAÇÃO DO DIVÓRCIO – antigamente tinha um conciliador que aconselhava não...


I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO

1.            O primeiro propósito de Deus: Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão. Quando acabou de formar o homem, o Senhor disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele” (Gn 2.18). Este texto bíblico nos mostra o primeiro objetivo de Deus ao criar a família. Fica evidente que a célula principal da sociedade foi criada a partir da necessidade humana de ter companhia. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento. Atualmente temos visto e vivido um tempo de escassez na área dos relacionamentos. Estamos ficando cada vez mais superficiais, frios e distantes uns dos outros. Por se multiplicar a iniquidade o amor está esfriando (Mt 24.12). Por isso precisamos investir em nosso relacionamento familiar.
2.           Podemos dizer que o segundo propósito divino para a criação da família foi fazer dela um núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor seriam espalhadas sobre toda a Terra (Gn 1.28).
3.           O terceiro propósito foi gerar um lugar de proteção e sustento. Um Deus perfeito preparou um lugar excelente para receber a primeira família. O Jardim do Éden era um local especial de acolhimento, proteção e provisão. Adão e Eva tinham tudo de que precisavam para usufruir de uma vida saudável e feliz (Gn 1.29). Eles desfrutavam da companhia de Deus e nada lhes faltava. O propósito do Senhor era que cada família tivesse os recursos suficientes para sua subsistência, pois a escassez e as privações trazem conflitos para as famílias. Porém, com a ajuda do Pai Celeste estes conflitos podem ser sanados, pois o Senhor é o nosso bom Pastor (Sl 23). Deus deseja que cada família tenha a sua provisão diária (Mt 6.11). E da mesma forma que Adão tinha a responsabilidade de cuidar do Jardim (Gn 2.3), Deus deu a você a responsabilidade de zelar por sua família. Cada membro é responsável por isso!
4.           No relato sobre a primeira família, vemos Deus formando Adão do pó da terra (Gn 2.7). Vendo que o homem não poderia viver sozinho, retirou uma costela de Adão e criou Eva, sua companheira (Gn 2.22). Isto mostra que diante do Todo-Poderoso homem e mulher são iguais na sua essência. Ambos vieram do pó da terra e um dia ao pó tornarão. Após criar a mulher, o Senhor ordenou o casamento, estabelecendo então a mais importante instituição de uma sociedade: a família (Gn 2.24).


 II. A QUEDA DO HOMEM E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A FAMÍLIA
 O ataque do Inimigo. Satanás levou a mulher a desobedecer à voz de Deus. Talvez, de modo suave e envolvente, ele tenha falado: “É assim que disse Deus: não comereis de toda a árvore do jardim?” (Gn 3.1). Eva confirmou a ordem do Senhor (Gn 3.2,3), mas cedeu à tentação do Maligno. Este a iludiu e a seduziu  fazendo -a cair no pecado da desobediência (Gn 3.4,5), e Adão seguiu pelo mesmo caminho. O casal poderia ter recusado a sugestão do Diabo, mas não o fizeram, e depois de pecarem, caíram na condenação divina. Isso nos mostra que a família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído. Porém, Deus é soberano e Senhor, e seus propósitos jamais serão frustrados (Jó 42.2). Da semente da mulher nasceria o Messias, aquele que esmagaria Satanás (Gn 3.15). O propósito do Inimigo é matar, roubar e destruir, mas Jesus veio ao mundo para destruir os intentos do Maligno (Jo 10.10).
1.            Os resultados da Queda no relacionamento familiar. Qual é a origem dos males que atacam a família? O pecado. A vida familiar de Adão e Eva era perfeita, porém o pecado trouxe a disfunção para o seio da família. Depois da Queda podemos ver sentimentos como o medo, a culpa e a vergonha, perturbando a convivência do casal (Gn 3.3-12). O pecado sempre faz o relacionamento familiar adoecer. Há muitos lares doentes, onde a família deixou à muito tempo de ser um local de acolhimento, proteção e cuidado devido aos pecados não confessados e não abandonados. Essas transgressões causam culpa e separam as famílias da comunhão com Deus. DESAFETO-DESRESPEITO
2.            A vida familiar depois da Queda. O pecado de um único homem trouxe consequências terríveis para toda a humanidade. Depois da Queda a vida familiar já não seria mais a mesma. A mulher teria filhos com muita dor (Gn 3.16). Adão deveria comer agora seu pão diário com dores, pois o trabalho de arar a terra para ter sua subsistência garantida seria bem difícil (Gn 3.17). A Terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos (Gn 3.18). A morte física também é uma consequência da transgressão do homem (Gn 3.19). Deus ama o pecador, mas não tolera o pecado. Como punição pela desobediência, Adão e Eva, foram expulsos do Jardim do Éden (Gn 3.20-24). A vida no Jardim, antes da Queda pode ser comparada à vida eterna que um dia desfrutaremos no céu. Tudo era bom, pois foi tudo pensado, planejado e criado por um Deus que preza pela excelência. Se tivessem permanecido na obediência, Adão e Eva teriam sido felizes para todo o sempre. Todavia, Jesus Cristo veio ao mundo para resgatar as famílias da maldição do pecado. Cristo se fez pecado por nós, e na cruz levou as nossas iniquidades sobre si (Is 53.4). Isso nos mostra o quanto Deus deseja abençoar nossas famílias.

III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS
 1. A Família patriarcal. O modelo familiar com o passar dos tempos está sujeito a mudanças. Já tivemos a família patriarcal, monogâmica, consanguínea, etc. Todavia isso não altera o valor, a importância da família. A família patriarcal é um exemplo familiar onde é permitido ao homem ter diversas esposas. Este modelo é visto em todo Antigo Testamento, mas não era o molde determinado pelo Senhor. Deus o tolerou, porém esta nunca foi a sua vontade. No modelo de família patriarcal o pai era visto como o senhor da casa e da família. As esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca.
2. A família nuclear (monogâmica). Este foi o modelo idealizado pelo Senhor: Um homem e uma mulher, unidos pelo matrimônio. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2.24; Mt 13.5).
3. A família na atualidade. A família está inserida dentro de um contexto social e, portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as famílias são eternos e imutáveis (Mt 24.35). Os inimigos e desafios enfrentados pelas famílias na atualidade são muitos, todavia queremos destacar apenas os espirituais. Vejamos os principais inimigos da família na atualidade:
1) A carne. Aqui, referimo-nos à “carne” como a natureza carnal que se opõe ao Espírito Santo e volta-se para tudo o que é contrário à vontade de Deus. Sabemos que há uma luta constante entre essas duas naturezas: a carnal e a espiritual. O apóstolo Paulo experimentou tal luta (Rm 7.15-24). Ela é tão intensa, que pode nos fazer pensar que não há como sair vencedor (Rm 7.24). Mas Deus, em Cristo Jesus, nos dá a solução. Ele nos livra “do pecado e da morte” (Rm 8.1,2). O apóstolo Paulo nos adverte: “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16). A família cristã precisa, na direção do Espírito, combater a natureza carnal. Assim, evitará o adultério, os vícios e todas as mazelas que visam destruí-la.
2) O mundo. Este mundo não são as pessoas de Jo 3.16, nem o Universo criado por Deus. Este mundo é o sistema maligno regido pelo Diabo. Diz-nos o apóstolo João: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2.15). Quanto a este ponto não há meio-termo: ou amamos a Deus ou amamos o mundo. Não há a mínima possibilidade de servimos a dois senhores (Mt 6.24). Saiba, pois, que existe vitória para quem escolher amar a Deus. E Ele dará vitória à nossa família a partir da fé que depositarmos nEle (1 Jo 5.4).
3) O Diabo. A Palavra de Deus nos ensina a única forma de vencermos o Maligno é: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). Se a família sujeitar-se a Deus e resistir o Diabo, este fugirá, pois o segredo da nossa vitória contra Satanás começa com a nossa submissão a Deus, para que depois, sim, possamos resistir ao Diabo. E quando resistirmos ao adversário, não nos esqueçamos de usar a “armadura de Deus” (Ef 6.10-17), em especial, “o escudo da fé”, com o qual poderemos “apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16). A família cristã precisa verdadeiramente crer naquele que a criou e usar a sua Palavra para direcionar suas tomadas de decisões e sua vida espiritual.
   
CONCLUSÃO
1.    Nunca a família foi tão desafiada pelas forças do mal como hoje.
2.    Porém, é na presença do Senhor que a família garantirá a vitória sobre os desafios da sociedade atual.
3.    Busquemos ao Senhor juntamente com toda a nossa casa.
4.    Convidar a Igreja para orar junta na frente cada família juntas


terça-feira, 1 de abril de 2014

Quem disse que pastor não chora?

                                    

Ontem eu chorei.
Chorei pela perda de um amigo.
Um amigo não...
Um amigo mais chegado que um irmão.

Ontem foi sepultado meu amigo-irmão Jefferson Campagnelli.
Chorei porque ele partiu.
Chorei porque não o verei mais pregar.
Chorei porque um dia com ele já sorri muito.

Chorei porque ele estava em outro estado, em Santa Catarina e nem em seu velório eu pude ir.
Chorei porque mesmo estando tão longe, a amizade que construímos durante o período que juntos orávamos, sorríamos e chorávamos nos uniu e nos marcou, quando ainda ambos éramos solteiros.

Chorei pela saudade que vou ter dele.
Chorei pelo casal de filhos que ficaram orfãos de pai, e que pai!
Chorei pela esposa fiel que ele deixou, Cristina, mulher guerreira e amante fiel.
Quando jovem, enquanto noivos Cris ouvia muitas críticas.
As críticas eram porque ela escolheu casar com um cara apaixonado pela causa de Cristo.
Que pela paixão que nutria sua alma, chegava a viajar semanas para pregar o evangelho, aqueles que não tem este fogo queimando na alma, por vidas e pela causa de Cristo nunca entenderam e nunca entenderão isto. Eu porém sempre entendi, porque sofro da mesma "doença", paixão por Cristo e pela vidas que ele também ama.

Descanse em paz meu amigo. Trinta e seis anos foi o período que Deus nos presenteou com a sua companhia. Nós agradecemos a Deus por ter permitido que durante estas três décadas e meia, nós pudéssemos sorrir ao lado dele.

Eu tive o privilégio um pouco  menor, foram cinco anos ininterruptos, de 1993 a 1998, que estivemos muito próximos, mas como já disse a amizade resiste as fronteiras geográficas e depois de alguns encontros em viagens que ele fez aqui a São Paulo  nós voltamos a sorrir juntos, lembrar da juventude e das vezes que estávamos tão sem dinheiro que não podíamos nem comprar uma flor para nossas noivas. Contudo essas mulheres apaixonadas nunca focaram nisto, a nossa presença e amor sempre foi o mais importante. Mas agora o amor fica e a sua presença vai embora.

Pastor chora! Pastor chora muito! Pastor chora pelos discípulos de Cristo que ele cuida e sofrem, pelos casais de sua igreja que se separam, pelos infantes que morrem sem ter o privilégio de crescerem, pastores choram quando veem seus amigos ou seus heróis partirem e ao contrário da TV os nossos heróis não são imortais.

No dia 28 de Fevereiro foi outro dia que eu chorei, quando aquele que foi o primeiro pastor de minha família faleceu e foi sepultado, Pastor Carlos Micheletti.

Chorei pelos amigos meus que são seus filhos, sobrinhos e netos. Chorei pela Pastora Odete que ficou viúva, chorei por mim mesmo pela dor que senti e hoje um mês depois estou eu chorando de novo.

Assim é a vida! Mas um dia Deus limpará de nossos olhos toda lágrima e ai Pastor Jefferson Campagnelli e Pastor Carlos Micheletti estaremos juntos para nunca mais chorar.

Vocês combateram o bom combate, vocês terminaram a carreira e vocês guardaram a fé.

Obrigado Deus por ter nos dado estes dois "presentes" que foi a presença deles conosco por um tempo.

Glória a Deus

E o pó retorne a terra que o deu e o espírito volte para Deus.