quinta-feira, 22 de maio de 2014

Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo - Mt 3.2

                          

Antes de Jesus se manifestar a Israel e por consequência ao mundo, Deus levantou o um profeta chamado João. Este profeta veio preparando o caminho messiânico pregando uma mensagem com dois tópicos apenas:

·       Arrependimento
·        Reino dos Céus

Após batizar muita gente, Jesus o Cristo se aproxima para ser batizado por ele. João sabendo que ele era o Messias se considera indigno de batiza-lo. Jesus com toda humildade insiste em que João o batize e este o faz. Ao fazer isto, a voz de Deus fala do céu que aquele que está nas águas é o seu Filho. João então vê o Espírito Santo descer sobre Cristo na forma corpórea de uma pomba. Isto serviu para confirmar para o profeta, que Jesus era aquele que viria e que era prometido desde o Éden (Gn 315).

Quando Jesus iniciou seu ministério a mensagem que ele pregava era a mesma de João Batista. Arrependam-se e o Reino de Deus está entre vós. (Mc 1.15). Quando Jesus subiu aos céus ele confiou a sua igreja esta mesma missão (Mc 16.15 e Mt 28.18-20). A igreja e seus líderes continuaram pregando esta mesma mensagem (At 20.25). 

Temos relatos históricos que a mais de dois mil anos a igreja de Cristo que se compromete em ser e fazer discípulos, continua pregando esta dupla mensagem. Nós que fazemos parte da igreja contemporânea não podemos nem devemos dirigir a pregação, a disseminação e plantação da semente do evangelho em outra direção. 

Sabemos que a bíblia deve ser ensinada em toda a sua plenitude, em todos os assuntos que ela aborda, porém tudo deve ser estar relacionado a essas duas premissas básicas, sem as quais todas as outras passagens das escrituras sagradas, se tornaram mal interpretadas. 

A igreja não deve pregar o que os profetas, os apóstolos, os pais da igreja e o próprio Jesus Cristo não pregou. Nós não temos uma mensagem saída do forno, moderna, nova ou inovadora. Precisamos perseverar em ministrar o que nos foi delegado e incumbido. Anunciemos o arrependimento e o Reino de Deus.

O que é anunciar o arrependimento e o Reino?

1º É afirmar que todos são pecadores e que foram afastados de Deus pela sua iniquidade. Rm 3.23

2° É afirmar que não há um justo sequer que só faça o bem e que nunca peque. Ec 7.20

3º É afirmar que o salário do pecado é a morte: espiritual, física e eterna. Rm 6.23

4º É afirmar que se homem reconhecer seus pecados, em Cristo ele pode ser inocentado e perdoado. Rm 5.1 e 1Jo 1.7 – 2.3

5º É afirmar que a graça, que é o favor de Deus pelo homem, ainda que este não mereça, lhe garante salvação. Ef 2.8-9

·       No passado do poder do pecado
·       No presente da influência do pecado
·       No futuro da presença do pecado

6º É afirmar que o homem tem três grandes inimigos:

·       Sua natureza pecaminosa que luta contra sua natureza espiritual regenerada Rm 7

·       O mundo, que é o sistema maligno que é anticristão e antibíblico 2 Co 4.4 e 1 Jo 5.19  

·       O Diabo, um ser pessoal, inteligente e inimigo de tudo  o que é bom. Jo 10.10ª

      7º É afirmar que através de crer em Jesus Cristo, o homem pode viver uma nova vida, a partir do Novo Nascimento Jo 3.3. Onde ele recebe uma nova natureza interior. 2 Co 5.17

     8º É afirmar que nascera um novo dia onde aquilo que hoje é experimentado de forma limitada e invisível, chamado Reino de Deus, um dia tomará conta de toda a terra, em uma nova ordem de valores, onde o Reino de Deus será ilimitado, visível e abundante em tudo e em todos. Sl 30.5, Jo 10.10b e 1 Co 15.24-28. Ap 21 e 22  


quarta-feira, 21 de maio de 2014

O relato do nascimento de Jesus - Deus fala – Mt 2.2, 5,6, 12, 13, 19, 22 e 23

                                           

O texto de Mateus capítulo dois é um dos mais lindos e mais trágicos da bíblia. Lindo porque narra a busca dos sábios do Oriente à Jesus, o Messias de Israel e Salvador de toda a humanidade.

Mostra homens que provavelmente não faziam parte da linhagem judia, pois eram de outra parte da Terra, mas que tiveram conhecimento das profecias messiânicas, nestas creram e foram guiados até Jesus.

É trágica porque narra o infanticídio deflagrado por Herodes, gerado pelo medo de perder seu trono, seu poder, sua posição de honra entre os judeus, galgada com muito sangue e maldade.

Ao saber do nascimento do Cristo hebreu, ele finge que quer adora-lo também, mas quando percebe que os homens que o buscavam não retornaram a ele com o endereço exato do local onde o infante estava. Ele se ira e em seu ódio determina a morte de dezenas, talvez centenas de crianças, no intuito de matar também a Jesus.

O texto demonstra como o homem pode ser mal a ponto de destruir muitas famílias sem pensar na dor que lhes proporcionaria, apenas porque quer se manter no poder, na fama e nas conquistas financeiras que obteve.

Fico a pensar, quantas vezes este quadro não se repetiu em todo o mundo desde então. Quantos Herodes já se levantaram para destruir em nome de fama, dinheiro e poder.

E nós? Como esta o nosso coração? Não importa se você é um religioso, político, empresário, executivo, soldado, dona de casa, pedagogo, padre, pastor, ou seja lá quem for, cuidado, o poder entronizado na alma destrói, arrasa vidas, mutila corações.

Outra lição poderosa deste texto é a busca do Deus Eterno, sempre tentando falar com o homem. No texto de Mateus, este enfatiza que Deus falou através de uma estrela. Falou através de profetas e profecias. Falou por sonhos.

E até hoje, podemos perceber que Deus ainda usa este texto, sua palavra escrita pra falar com a gente.


Nesta hora Deus está falando com você. Deus está falando através da natureza que ele criou. Através do pedido suplicante de teus filhos para que você brinque mais com eles. Está falando através da frieza que tomou conta de seu relacionamento conjugal desde o dia que você passou a flertar com outras mulheres. Deus está falando sobre suas finanças e seu consumismo desde o dia em que as contas não fecham e o rombo no banco só aumenta. Não é o devorador, não é o demônio, é tua mente te orientando o tempo todo dizendo mais...mais...mais...e você não consegue se controlar. Deus está falando ao seu coração, quando nasce em sua alma uma inquietude e você não sabe de onde vem, ou pior “maquia” dizendo para sua mente que não sabe, mas no fundo você sabe e eu sei também. Lembra-te de onde caíste e arrepende-te, este é o falar de Deus. Muitas vezes nos enveredamos por caminhos de morte e fazemos de conta que tudo vai bem. Não! Pare! Chega! Deus fala com você hoje! Deus fala comigo. Ele fala porque te quer bem, ele fala porque te ama, ele fala porque não quer ver a sua ruína. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as igrejas! Deus fala!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Jesus é EMANUEL - Deus Conosco - Mt 1.23

                                 
Na bíblia nós temos quatro narrativas da vida de Jesus chamadas de Evangelhos. Mateus, Marcos, Lucas e João se esforçaram no sentido de retratar a vida, a obra, os milagres, a missão e os sofrimentos de Cristo.

Cada escritor que se propôs a escrever sobre a vida de Jesus, o fez com propósitos diferentes e com motivações diferentes, estilos diferentes e em épocas diferentes.

Cada qual em seu estilo buscou analisar e transmitir para um público distinto aquilo que percebeu, descobriu, viveu, ou ainda pesquisou acerca daquele que se declarou em verdade, como o Messias aguardado por Israel. Segundo a tradição judaico-cristã, Mateus também conhecido como Levi e que foi um dos doze apóstolos de Jesus, escreveu para seu compatriotas hebreus, com o intuito de entatizar, para eles, que o homem que andou na Galiléia, Judeia e Samaria por 33 anos fazendo o bem, era o Messias aguardado pelos seus irmãos.

Através de correlacionar as profecias do Antigo Testamento com os fatos da vida cotidiana de Jesus, o ex – cobrador de impostos, Mateus, vai afirmando e reafirmando para uma nação que ainda vivia sob a forte influência do legalismo em que descambou os estatutos divinos, mal interpretados pelas seitas judias dos fariseus, saduceus e outros, que Jesus era o Cristo e não apenas isso ele era o EMANUEL, que significa Deus conosco. E isto ele narra que foi dito a José em sonhos quando este intentava abandonar Maria enquanto estavam “noivos” porque descobriu que ela esta gestante e imaginando com certeza que ela havia fornicado, tentou ir embora sem despertar a atenção alheia para ela, assumindo até a possível culpa de te-la engravidado e fugido. Um anjo apareceu para ele e disse que sua mulher carregava o Messias prometido e seria gerado pelo Espírito Santo, e não era para ele abandona-la porque ele seria Deus com os homens.

Depois de cerca de dois mil anos aqui  estamos nós, refletindo sobre a “encarnação do verbo de Deus”, um dos maiores mistérios já revelados ao homem. Deus veio tabernacular conosco, Deus veio morar com o pecador, deus veio estar e ser presente em “carne e osso” entre nós.
Quando penso nisto chego a algumas conclusões que me confortam e animam a alma:

Primeiro mesmo em meio a tanto caos social, político, econômico e religioso, tenho uma certeza, não estamos sós, pois antes de ir embora, Jesus nos prometeu, “estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos...”Mt 28.20. Nisto me alegro porque temos com quem contar na hora do diagnóstico da doença crônica, do ente querido frio no  caixão, da prematura perda de um filho, da catástrofe natural que leva   os bens de toda uma vida. Podemos chorar, lamentar e até pedir socorro, porque não estamos sós. Temos um EMNUEL, Deus está conosco!

Segundo, todos os deuses são obra das mãos dos homens, tem boca, ma não falam, tem  ouvidos mas, não ouvem, tem olhos, mas não veem. Nosso Deus é diferente, ele está com a gente. A cada infortúnio que a vida nos reserva ele tem um socorro bem presente para nós e sua presença nos ajuda passarmos os processos doloridos e reconstruirmos a vida com dignidade esperança. A suas mãos estão sobre nós, seu olhar nos acompanha e seus pés andam do lado dos nossos. Deus está conosco!

E em terceiro lugar, podemos crer que mesmo que haja uma sexta feira da paixão, cheia de sofrimento e de dor, cheia de lágrimas, e a noite que se avizinha, quando chega parece que nunca mais vai acabar, porém o sábado vai raiar, suas vinte e quatro horas irão embora e depois no domingo bem de cedinho ele vai ressucitar. Ressucitar para dizer para seus discípulos, dos quais eu e você fazemos parte, para nos afirmar que todo poder ele tem no céu, mas também na terra. O Cristo sofredor da sexta feira da paixão, ressucita triunfante no domingo de Páscoa. Ele vive e se ele vive e reina eu posso crer no amanhã, você pode crer no amanhã, a humanidade pode crer no amanhã. Crer que a última palavra não será de nenhum estadista, economista, cientista ou pedagogo, a última palavra é sempre dele. Maranata! Nem que seja para apenas curar a dor de minha alma, de meu coração, do teu coração, ele vive, Ele é Deus conosco! Deus está conosco!

Resgatando os Valores Familiares Parte 3 - O temor do Senhor na vida das famílias

                                            
                                           

A Bíblia descreve um estilo de vida cristão bem peculiar. De acordo com Efésios 4:22-32, o cristão deve "despir-se" do antigo estilo de vida que é resultado de "desejos enganosos" e "revestir-se" do novo estilo de vida, que é o de ser "criado para ser semelhante a Deus". Nessa passagem, descobrimos que no novo nascimento, somos "recriados" para sermos um tipo diferente de pessoa em Cristo, que demonstra um estilo de vida diferente; ela revela os segredos de uma vida cristã moldada por Cristo. Ela mostra como você pode ter um forterelacionamento com Cristo, que resultará num estilo de vida cristão bem peculiar

O TEMOR A DEUS. Temer a Deus não é obediência por medo do castigo de Deus; não é medo irracional, mas sentido de responsabilidade e de fidelidade a Deus. Temer a Deus é resultado da redenção que se expressa necessariamente na submissão reverente e piedosa, com coração voluntário e espírito grato; obediência que flui de um coração quebrantado, que reconhece (1) a santidade e soberania de Deus, (2) o pecado humano (3) a redenção que só Cristo dá e (4) obediência por amor na prática de vida por desejo de agradar o coração divino, os que temem a Deus são chamados de amigos de Deus, como Abraão.

1. O TEMOR DO SENHOR PRODUZ CONFIANÇA E OBEDIÊNCIA. Havia temor na igreja primitiva: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos”. (At 2. 42 e 43). O temor respeitoso continuava imperando e acompanhando os sinais e as maravilhas que continuavam aparecendo através dos apóstolos. As duas coisas corriam juntas, quanto mais maravilhas, maior era o temor.

2.VIVENDO NO TEMOR DO SENHOR. A igreja passava por um período de paz em toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Ela se edificava e, encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número, vivendo no temor do Senhor. Atos 9.31, Lucas enfatiza a fórmula “temer a Deus”tanto no seu evangelho (Lc. 1.50 e 23.40) como em Atos. São os tementes a Deus (os gentios que abraçaram a fé judaica) que formam a base inicial da obra missionária aos gentios no cap. 10 de Atos. O temor do Senhor produz confiança e obediência, bem como o afastar-se do mal (Jó 28.28.

3.O TEMOR DO SENHOR É O PRINCÍPIO DA SABEDORIA. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; todos os que cumprem os seus preceitos revelam bom senso. Ele será louvado para sempre (Sl 111.10). Temor é na verdade sinônimo de reverência ou adoração, o que faz supor que a sabedoria começa quando reconhecemos devidamente quem Deus é e lhe prestamos a adoração que merece. Nos faz lembrar que descobrimos a verdadeira relevância da vida ao nos aproximar de Deus numa atitude de humildade e de reverente temor, não com pavor e sobressalto.

4.O TEMOR DO SENHOR É ODIAR O PECADO. O temor do Senhor é aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa eu aborreço diz o Senhor- Pv 8.13. O temor a Deus deve levar o crente a afastar-se do mal e abominar o pecado, o qual desagrada a Deus e destrói, tanto a nós, como aqueles a quem amamos (Pv 16.6).

5.NO TEMOR DO SENHOR HÁ RECOMPENSA. A recompensa da humildade e do temor do SENHOR são a riqueza, a honra e a vida. (Pv 22.4). O homem humilde, que “teme o Senhor” será abençoado por Ele, materialmente e espiritualmente. “A recompensa pela humildade e pelo temor do Senhor é a riqueza e honra” (riqueza moral e ética – o bom nome). Aqueles que permanecerem fiéis a Deus receberão essas bênçãos. Todo o povo de Deus estará entre aqueles que “herdarão a terra” (Mt. 5.5). Jesus citou aqui que os pobres de Deus são considerados ricos nos bens e honras espirituais (Ap.2.9a).  

6.NO TEMOR DO SENHOR HÁ CONFIANÇA. No temor do Senhor, há firme confiança, e ele será um refúgio para seus filhos. (Pv 14.26). O homem que teme ao Senhor tem forte confiança. O homem que teme ao Senhor tem confiança em seu forte amparo. Estejamos confiantes que Ele nos ama e se deleita em nosso temor a ele. Os seus olhos estão fixos sobre os que o temem e e o seu coração está voltado para estes. Ele suprirá cada uma de nossas necessidades e nos protegerá e nos defenderá. Basta temermos a ele.

7.NO TEMOR DO SENHOR SE PROLONGA A VIDA. O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada – (Pv 10.27). Esse provérbio não oferece aos justos imunidade contra a hipótese de morte precoce. Nem é garantia de que os perversos sempre morrerão cedo. Aqui, estão delineados princípios gerais da vida: se levarmos uma vida justa, podemos evitar muitas ações tolas que causariam a nossa morte antes do tempo. Em contrapartida, se seguirmos os caminhos de Deus, em geral teremos vida mais feliz, saudável e mais longa.

8.NO TEMOR DO SENHOR NADA FALTA. Temam o Senhor, vocês que são os seus santos, pois nada falta aos que o temem – (Sl 34.9). Note que as promessas deste salmo são condicionais, e reservadas somente a quem de fato teme ao Senhor. Deus promete nos livrar do medo, nos salvar nas crises, pôr anjos ao nosso redor, suprir as nossas necessidades, dar-nos vida abundante, ouvir nossas orações, confortar-nos com a sua presença, e livrar nossa alma – mas somente se buscarmos ao Senhor, clamarmos a Ele, guardarmos nossa língua do mal e da mentira, fizermos o bem e proclamarmos a paz, tivermos um coração contrito e formos seus servos.

9.NO TEMOR DO SENHOR A SANTIDADE É APERFEIÇOADA. Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus - II Coríntios 7.1. Paulo afirma com toda clareza que não podemos reivindicar as promessas maravilhosas e graciosas de Deus sem uma vida de separação e santidade. Este fato explica por que alguns perderam sua alegria cristã, sua proteção divina, resposta às orações e o senso da presença paternal de Deus.Uma vida de parceria com o mundo significa perder a presença e as promessas de Deus.

CONCLUSÃO

DEVEMOS ANDAR NO TEMOR DO SENHOR. Concluímos que o fim de tudo é: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o dever essencial para todohomem (Ec 12.13).
1.     Todo o livro de Eclesiastes deve-se interpretar segundo o contexto deste seu penúltimo versículo. Salomão começou com uma avaliação negativista da vida como vaidade, algo irrelevante, mas no fim ele conclui com um sábio conselho, a indicar onde se pode encontrar o sentido da vida. 

      No temor de Deus, no amor a Ele e na obediência aos seus mandamentos, temos o propósito e a satisfação que não existem em nada mais. O temor do Senhor é uma santa reverencia. É à base de toda a sabedoria. É odiar o mal. É o caminho da paz. É andar em segurança. 

       O temor do Senhor é adquirido por níveis, sempre podemos ter mais, e ele tem efeitos profundos em toda a nossa vida. Temer a Deus não é ter medo de Deus.
     
      Devemos ter a atitude de Deus com respeito ao pecado. Devemos ter um respeito profundo e um entendimento da sua santidade. A revelação da santidade de Deus é o maior incentivo para caminharmos com Ele. Pelo temor do Senhor compreendemos que podemos nos afastar do pecado.


·        Então como conseguiremos o temor do Senhor? 
1. Por uma decisão da nossa vontade. Precisamos querer o temor do Senhor. 
                  2. Precisamos confessar ao Senhor nossa falta de temor e clamarmos por misericórdia, reconhecendo que sem a ação de Deus não conseguiremos. 
                   3. Pelo aprendizado da palavra de Deus, porque ela nos ensina a refrear a língua, não mentir, apartar-se do mal, praticar o bem, procurar a paz e empenhar-se por alcançá-la. 
                  4. A verdadeira sabedoria faz parte integral da santidade. A sabedoria faz parte do temor do Senhor. 
                  Quanto mais temor do Senhor mais sabedoria. Assim saberemos responder 
às pessoas falando a verdade com amor.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Resgatando os Valores Familiares Parte 2





A educação dos filhos e a responsabilidade dos pais - Deuteronômio 6.1-9

A educação cristã de nossas crianças, adolescentes e jovens é uma responsabilidade intransferível e pessoal dos pais que deve contar com o apoio e assistência da igreja.

1.     Dt 6.4-9 – As escrituras apontam os pais como responsáveis de educa-los
2.     Sl 78.5 – Neste salmo vemos os pais ensinando os filhos
3.     Ef 6.4 – Fala dos filhos sendo criados na doutrina do Senhor
4.     Ef 4.11 - Jesus provê mestres a sua igreja para os pais eduquem seus filhos
5.     Lc 2.52 – Aqui vemos o desenvolvimento de Jesus
6.     Sl 127.3 – Segundo as escrituras os filhos são herança do Senhor

  Grande parte dos pais não acompanha a vida estudantil dos filhos devido às demandas atuais da vida famíliar. O que os pais cristãos têm feito pela educação cristã dos seus filhos? Se, em primeiro lugar, a fé cristã não for ensinada e vivenciada no lar, certamente será impossível aos nossos filhos peregrinarem pelo caminho da retidão. A Educação Cristã é responsabilidade dada por Deus aos pais. Mas temos de notar que o ensino requerido nas escrituras é o de ‘guardar o que se aprende para termos autoridade para ensinar, ou seja, precisamos obedecer todas as coisas que Cristo ordenou conforme Mateus 28.19-20. Os ensinamentos de Jesus foram designados para produzir informação, formação e transformação.
 Educação: Processo de desenvolvimento das capacidades física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social.
Educar os filhos não é uma tarefa fácil. Deus, porém, confiou-nos essa tarefa, e dela não podemos fugir. Infelizmente, muitos pais estão terceirizando a educação de seus filhos, e isso tem enfraquecido a família cristã. Para que cumpramos essa tão nobre missão é necessário que busquemos a sabedoria que somente Deus pode conceder-nos (Tg 1.5; 3.17). Ainda que contemos com a ajuda da igreja, a responsabilidade de educar é dos pais.

I. A EDUCAÇÃO DOS FILHOS É MISSÃO PRIMORDIAL DOS PAIS

 1. O que significa educar? Segundo o Dicionário “a palavra educar vem do latim educo e significa ‘criar uma criança’; cuidar, instruir”. Podemos definir educação como ensino e instrução. Não podemos jamais nos esquecermos que a Igreja do Senhor tem uma função educadora. Como sal e luz deste mundo ela deve educar e instruir segundo a Palavra de Deus (Mt 28.19,20). Como crentes precisamos ser guiados e orientados segundo as Escrituras, pois ela nos protege das sutilezas do Maligno.
2. Educação Cristã. Se quisermos uma sociedade melhor, mais justa e solidária, precisamos, como Igreja do Senhor, valorizar o ensino da Palavra de Deus. Para isso, é imprescindível investir na Educação Cristã, pois o seu principal objetivo é levar o crente a conhecer mais a Deus (Os 6.3), contribuindo para que o fiel tenha uma vida reta perante o Senhor e a sociedade. Nesse processo, a participação da liderança é decisiva. Aliás, ensinar é um dos deveres do pastor (1Tm 3.2; 2Tm 2.24).
3. A educação nas escolas. Vivemos em uma sociedade permissiva, onde faltam valores morais e éticos. Tanto nas escolas públicas quanto nas privadas as crianças e os jovens estão em contato com filosofias ateístas, materialistas e pragmáticas. Tais ensinos, nocivos à fé cristã, já fazem parte do currículo de muitas escolas. Por isso, os pais não podem negligenciar a educação dos seus filhos. Eles precisam, com a ajuda da igreja, ser instruídos para orientar seus filhos (Ef 6.1-4). Os resultados da educação divorciada dos valores cristãos podem ser os piores possíveis: milhares de adolescentes grávidas, aumento das doenças sexualmente transmissíveis, aumento do número de casos de AIDS, etc.


II. A EDUCAÇÃO SEGUNDO O ANTIGO E O NOVO TESTAMENTO

 1. No Antigo Testamento. A ordem do Senhor aos israelitas era para que estes priorizassem a educação. Os pais tinham a responsabilidade de ensinar os filhos a respeito dos atos do Senhor em favor do povo de Israel (Sl 78.5). Assim os filhos, mediante o testemunho dos pais, conheceriam a Deus e aprenderiam a temê-lo (Dt 4.9,10). No livro de Josué lemos a respeito do memorial erguido com doze pedras retiradas do rio Jordão (Js 4.20-24). Este memorial serviria para lembrar ao povo o dia em que o Senhor os fez passar a pés secos pelo rio. Ao verem esse memorial, as crianças ouviriam a sua história e aprenderiam mais sobre o Deus de seus pais. É preciso que façamos o mesmo com nossas crianças, testemunhando do poder de Deus às próximas gerações. É preciso aproveitar cada momento para mostrarmos a nossa gratidão a Deus, de modo que o nosso exemplo de vida fale tanto quanto nossas palavras.
2. No Novo Testamento. As sinagogas também eram um centro de instrução onde os meninos judeus aprendiam a respeito da lei. Mesmo havendo essas “escolas” a educação no lar era prioritária. Jesus, como menino judeu, provavelmente participou do ensino nas sinagogas, pois seus pais cumpriam os rituais judaicos (Lc 2.21-24,39-42). Em sua pré-adolescência, Jesus já sabia de cor a Torá, chegando a confundir os doutores no templo (Lc 2.46,47). Em o Novo Testamento vemos que a educação começava no lar, passava pela sinagoga, e se fortalecia no templo. Temos também o exemplo do jovem obreiro Timóteo. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo exortando-o a permanecer nas Sagradas Escrituras, que havia aprendido ainda menino(2Tm 1.5,6; 3.14-17).
3. Na atualidade. Os cultos infantis são para nós o maior e o mais acessível meio de educação cristã nas nossas igrejas para as crianças e os cultos de domingo são os melhores pontos de educação cristã para as famílias como um todo. Eles auxiliam todas as faixas etárias na compreensão das Sagradas Escrituras. Porém, eles não podem ser o único responsável pela formação espiritual e moral de nossas famílias. A responsabilidade maior cabe aos pais. Aliás, a educação de nossos filhos deve começar, prioritariamente, em nosso lar, pois assim Deus recomenda em sua Palavra (Ef 6.1-4).

III. A EDUCAÇÃO CRISTÃ NA FAMÍLIA SEGUNDO AS ESCRITURAS

 1. Os filhos são herança do Senhor. Os pais precisam cuidar dos filhos com zelo, carinho e amor, oferecendo uma educação de qualidade, pois eles são “herança do Senhor” e a nossa grande recompensa (Sl 127.3); portanto, agradeça a Deus pelos seus filhos. Como forma de gratidão, procure ensiná-los e educá-los no temor do Senhor (Ef 6.1-4). Não seja negligente com a educação deles (Pv 22.6).
2. O ensino da Palavra de Deus no lar. Os pais são, por natureza, os primeiros professores dos filhos. A criança conhece a Deus primeiramente através dos pais, por isso, não deixe de fazer do que você aprende sobre Deus no culto e em sua busca por Ele um estilo de vida. Use as oportunidades diárias para ensinar valores e princípios para seus filhos, por exemplo: quando um filho tiver um problema de relacionamento com alguém use o momento para mostrar-lhe como um cristão deve proceder. Tais momentos são especiais e ajudam a fortalecer os valores de Deus na família.
3. Leve seus filhos à igreja. Lamentavelmente, muitos pais vão à igreja sem seus filhos. As crianças e os jovens devem ser persuadidos, com amor, a ir à Casa do Senhor. Se ainda na infância forem conduzidos à Casa de Deus, quando jovens darão valor a essa prática saudável(Mc 10.13-16). A Educação Cristã começa no lar e é fortalecida na Igreja, notadamente na Escola Dominical.

CONCLUSÃO

1.     Educação é dever do Estado e direito do cidadão.
2.     Porém, a educação cristã começa na família.
3.     Os pais receberam de Deus uma das mais nobres missões: educar seus filhos.
4.     Aqueles que amam ao Senhor e a sua Palavra vão fazer de tudo para que seus filhos sejam educados segundo os princípios bíblicos.

5.     Somente assim livraremos nossos filhos dos horrores destes últimos dias.